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Conectivos para Conclusão de Redação: 20 Opções Úteis

Conectivos para conclusão de redação: opções para retomar a tese, reforçar argumentos, indicar consequências e evitar encerramentos genéricos ou mecânicos.
Conectivos para Conclusão de Redação: 20 Opções Úteis
Calculadora SISU

O fechamento de uma redação não é um “acabamento” decorativo: ele é a parte que mostra domínio de progressão textual, coesão e controle argumentativo. Quando a conclusão termina de forma brusca, repetitiva ou genérica, o texto perde força mesmo que os argumentos centrais estejam bons. É aí que entram os conectivos para conclusão de redação, que ajudam a amarrar as ideias sem soar mecânico.

Na prática, quem escreve bem não escolhe qualquer palavra bonita no final. Escolhe um conector que combine com a função da conclusão: retomar o que foi defendido, reforçar a tese, apontar consequência, propor intervenção ou fechar com síntese. Este artigo organiza 20 opções úteis, explica quando usar cada uma e mostra os erros que mais enfraquecem o encerramento.

O Essencial

  • Conectivos de conclusão não servem só para “encerrar”; eles sinalizam a relação lógica entre a tese e o fechamento do texto.
  • “Portanto”, “logo”, “assim” e “desse modo” são os mais versáteis, mas nem sempre os mais fortes para redações longas.
  • Conectores repetidos demais entregam um texto previsível; variar entre causa, síntese e consequência melhora a fluidez.
  • Em redações do ENEM, a conclusão ganha força quando o conectivo antecipa a proposta de intervenção com precisão.
  • O melhor conector é o que parece inevitável no raciocínio, não o que apenas “soa formal”.

Conectivos para Conclusão de Redação e o Papel da Fechamento Argumentativo

Na linguística textual, conectivos são marcas de coesão que orientam o leitor sobre a relação entre partes do texto. Em linguagem simples: eles funcionam como sinais de trânsito da argumentação. Na conclusão, o conector precisa indicar que o raciocínio chegou a um ponto de fechamento sem quebrar a continuidade das ideias.

Esse detalhe importa porque uma conclusão não deve parecer um bloco isolado. Ela precisa conversar com o desenvolvimento anterior. Se o texto defendeu uma causa, o fechamento pode apontar consequência; se apresentou problemas, a conclusão pode sintetizar a gravidade; se analisou um fenômeno, pode indicar encaminhamento. O INEP trabalha justamente com critérios de competência textual em avaliações como o ENEM, onde coesão e projeto de texto fazem diferença real.

Um bom conector de conclusão não “enfeita” a frase final; ele deixa explícita a lógica que já vinha sendo construída ao longo do texto.

Quando o Conector Errado Atrapalha

Vi muita redação boa perder nota não por falta de repertório, mas por fechamento mal encaixado. O estudante escreve um desenvolvimento consistente e termina com “além disso”, como se estivesse abrindo outro tópico. O efeito é de texto inacabado. Em contexto avaliativo, isso passa uma impressão de descontrole estrutural.

Quem revisa redações sabe que o fim precisa ser mais disciplinado que o resto. Não é o momento de “inventar” uma expressão rara. É o momento de consolidar a linha lógica que já estava ali.

Os 20 Conectivos Mais Úteis para Fechar um Texto

A lista abaixo reúne conectivos de conclusão, síntese e consequência que funcionam em redações escolares, textos dissertativo-argumentativos e parágrafos de encerramento mais formais. Nem todos são intercambiáveis: alguns pedem tese forte, outros funcionam melhor em retomada ou generalização.

  • Portanto — indica conclusão direta a partir do que foi exposto.
  • Logo — curto, objetivo e muito usado para inferência.
  • Assim — útil para amarrar síntese com fluidez.
  • Desse modo — mais formal, bom para redações acadêmicas.
  • Dessa forma — próximo de “desse modo”, com tom claro.
  • Por isso — destaca consequência lógica.
  • Então — funciona em registro mais simples, mas pede cuidado.
  • Em síntese — excelente quando o parágrafo retoma ideias centrais.
  • Em suma — fecha bem textos mais analíticos.
  • Em conclusão — formal e direto, mas não deve ser repetido sempre.
  • Por conseguinte — mais erudito; use com parcimônia.
  • Consequentemente — forte para efeito de causalidade.
  • De fato — útil para reforço conclusivo.
  • Com isso — leve e natural, bom em textos fluídos.
  • Nesse sentido — ótimo para retomar a direção do argumento.
  • Assim sendo — solene, mas útil em fechos formais.
  • Em face disso — mais formal, aparece em textos argumentativos.
  • Mediante isso — menos comum, use só se o contexto pedir.
  • Portanto, conclui-se que — útil em redações muito estruturadas, embora um pouco pesada.
  • Em vista disso — bom para introduzir a conclusão com suavidade.

O ponto principal não é decorar a lista, mas entender o uso funcional de cada expressão. “Portanto” e “logo” são ótimos para inferência; “em síntese” e “em suma” funcionam melhor quando a ideia é resumir; “desse modo” e “dessa forma” ajudam a construir um fechamento mais elaborado. Repetir sempre o mesmo conector empobrece o texto.

Como Escolher o Conector Certo para Cada Tipo de Conclusão

Como Escolher o Conector Certo para Cada Tipo de Conclusão

Nem toda conclusão faz a mesma coisa. Algumas apenas fecham o raciocínio. Outras retomam a tese com força. Há ainda aquelas que conduzem à proposta de intervenção, como ocorre em muitas redações avaliadas por competências. Por isso, o conector precisa acompanhar a função do parágrafo final.

1. Para Concluir uma Inferência

Use conectores como “portanto”, “logo” e “consequentemente”. Eles são adequados quando o texto já construiu uma relação de causa e efeito e você só precisa explicitar a consequência lógica.

2. Para Sintetizar Ideias

“Em síntese”, “em suma” e “de forma geral” são mais naturais quando a conclusão reúne os pontos principais sem repetir tudo. O objetivo aqui não é somar argumentos novos, mas mostrar leitura integrada do tema.

3. Para Introduzir uma Proposta ou Encaminhamento

“Desse modo”, “assim”, “nesse sentido” e “dessa forma” funcionam bem porque abrem espaço para a intervenção sem forçar um corte abrupto. Em redações do ENEM, isso costuma deixar a passagem para a proposta mais limpa.

Importante: “em conclusão” não é errado, mas é genérico. Quando aparece toda hora, entrega um texto escolarizado demais. Em avaliações competitivas, o que se espera é um fechamento que soe natural dentro da linha argumentativa, e não uma etiqueta colada no final.

“Portanto” é poderoso quando a conclusão deriva do desenvolvimento; fora disso, ele vira apenas uma palavra formal sem força argumentativa.

Erros Frequentes que Enfraquecem o Fechamento

O maior erro é tratar conectivo como decoração. O segundo é usar um termo conclusivo que contradiz a função do parágrafo. Se você abre um novo tópico com “além disso” no último período, o leitor sente que o texto não terminou. Isso é mais comum do que parece, principalmente quando a redação foi escrita com pressa.

Erro comum Problema Melhor alternativa
“Além disso” no final Abre ideia nova em vez de fechar “Portanto” ou “desse modo”
Repetir “em conclusão” várias vezes Texto previsível Variar entre “logo”, “assim” e “em síntese”
Usar conector solto, sem relação lógica Quebra a coesão Escolher uma transição coerente com o argumento
Fechar com frase vaga Perde impacto Retomar a tese com precisão

Outro erro frequente é exagerar na formalidade. “Por conseguinte” pode funcionar, mas não resolve um fechamento mal pensado. Formalidade sem clareza vira ruído. Já um conector simples, bem encaixado, costuma ser muito mais eficiente.

Um Limite Importante

Não existe um conectivo universalmente “melhor”. Em textos curtos, “logo” pode ficar perfeito; em textos mais densos, “desse modo” costuma soar mais maduro. Há divergência entre professores sobre o grau de formalidade ideal, e isso depende do tipo de prova, da banca e do estilo do texto. A regra prática é simples: o conector deve seguir a lógica, não ditar a lógica.

Para quem quer aprofundar a noção de coesão e progressão textual, vale consultar materiais de referência como a SciELO e orientações acadêmicas de universidades públicas, que tratam da organização do texto argumentativo com mais precisão do que listas soltas de “palavras prontas”.

Como Variar sem Perder Naturalidade

Variar conectivos não é enfeitar o texto com sinônimos aleatórios. É escolher a peça certa para a função certa. Um bom exercício é observar a conclusão e perguntar: ela sintetiza, infere, retoma ou encaminha uma solução? A resposta define o conector.

  1. Leia o último parágrafo e identifique sua função.
  2. Troque conectores genéricos por expressões mais específicas quando houver relação lógica forte.
  3. Evite usar duas expressões conclusivas no mesmo fecho, a não ser que a estrutura peça reforço.
  4. Releia em voz alta: se a frase “travar”, o conector provavelmente ficou artificial.

Uma dica prática: em redações escolares, alternar entre “portanto”, “assim”, “desse modo” e “em síntese” já resolve grande parte dos casos. Em textos mais técnicos, “por conseguinte”, “em face disso” e “em vista disso” podem aparecer, desde que a frase tenha sustância suficiente para sustentá-los.

Exemplo Prático de Aplicação na Redação

Imagine uma redação sobre violência no trânsito. O desenvolvimento discutiu imprudência, falhas de fiscalização e cultura de risco. Se o fechamento começar com “além disso”, a redação parece abrir um novo argumento. Se começar com “portanto”, o texto mostra que já reuniu motivos suficientes para concluir.

Uma possível versão seria: “Portanto, a redução dos acidentes depende da combinação entre fiscalização contínua, educação no trânsito e responsabilização efetiva dos condutores.” Repare que o conector não faz milagre. O que sustenta o parágrafo é a coerência entre tese, argumento e desfecho.

Outro exemplo, agora mais próximo de uma prova escolar: “Em síntese, o consumo excessivo de telas afeta a concentração dos adolescentes e exige mediação da família e da escola.” Aqui, o conector apresenta um fechamento de resumo, não de inferência causal. A escolha muda o tom do parágrafo inteiro.

O que Ensinar a Si Mesmo na Revisão Final

Na revisão, procure três coisas: repetição, encaixe e função. Se o mesmo conector aparece em excesso, troque. Se a frase final parece começar um novo assunto, reescreva. Se o fechamento não retoma o eixo central da redação, corte o excesso e devolva a conclusão ao argumento principal.

Esse hábito faz diferença real porque a última impressão pesa muito. O leitor, o corretor ou a banca tende a lembrar do final como o selo de qualidade do texto. Um fechamento bem construído dá sensação de domínio. Um fechamento frouxo faz o restante perder brilho.

Para quem escreve sob critérios formais, a melhor estratégia é testar dois encerramentos e comparar qual preserva melhor a progressão lógica. Esse tipo de comparação também aparece em materiais institucionais sobre redação e letramento acadêmico, como os conteúdos da UNESCO sobre linguagem, educação e compreensão textual.

Próximos Passos

Se a meta é escrever melhor, o caminho mais eficiente não é decorar dezenas de expressões, e sim aprender a função de cada uma. Quando você entende o papel do conectivo, a conclusão ganha precisão e deixa de parecer um bloco genérico. É isso que separa um final correto de um final convincente.

Agora vale testar seus próprios textos: sublinhe a última frase de três redações antigas e veja se o conectivo escolhido realmente fecha o raciocínio. Se a resposta for não, reescreva o final com uma transição mais coerente e observe o quanto a leitura melhora.

Perguntas Frequentes

Qual é O Melhor Conectivo para Começar a Conclusão de uma Redação?

Depende da função do parágrafo final. Se você vai tirar uma conclusão lógica do que foi defendido, “portanto” e “logo” funcionam muito bem. Se a ideia é resumir os argumentos, “em síntese” e “em suma” costumam soar mais naturais. O melhor é aquele que combina com o movimento argumentativo do texto, não o mais formal da lista.

Posso Usar “além Disso” na Conclusão?

Em geral, não é a melhor escolha, porque “além disso” introduz acréscimo, não fechamento. Na última parte do texto, o leitor espera síntese, inferência ou encaminhamento final. Se você usar esse conector no fechamento, a impressão pode ser de assunto inacabado. Prefira opções como “portanto”, “assim” ou “desse modo”.

“Em Conclusão” Está Errado?

Não está errado, mas é uma expressão muito genérica. Ela funciona em textos escolares e em situações mais simples, porém pode soar repetitiva em redações mais exigentes. Se você usa sempre a mesma forma, o texto perde variedade e maturidade. Trocar por “em síntese” ou “em vista disso” costuma deixar o encerramento mais natural.

Quantos Conectivos de Conclusão Devo Conhecer para Escrever Bem?

Você não precisa decorar uma lista enorme. Saber usar bem de 8 a 12 conectivos já cobre a maior parte das situações. O ponto central é entender a diferença entre concluir, sintetizar e inferir consequência. Quando essa distinção fica clara, a escolha da palavra certa passa a ser quase automática.

Como Saber se o Conectivo Ficou Artificial?

Leia a frase em voz alta e veja se ela flui sem tropeço. Se o conector parece colado no texto, sem relação com o que veio antes, ele ficou artificial. Outra pista é quando a expressão é formal demais para a estrutura da frase. Nesses casos, uma forma mais simples costuma funcionar melhor e não enfraquece a escrita.

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